My Love

Que soluções para o transporte urbano na Cidade de Maputo?

No decurso da recente visita do chefe de Estado ao Japão, foi assinando um memorando entre as entidades que velam pelo acesso ao transporte dos dois países para apoio na implementação de um sistema de transporte público urbano na cidade de Maputo.

Em contrapartida, do lado moçambicano (capital do país) observam-se aspectos ligados à gestão ineficiente desses mesmos transportes, sendo que um dos factos que legitima esta afirmação é o número de autocarros paralisados na EMTPM, decorrente da falta de capacidades para a manutenção dos autocarros em caso de avarias.

Outro fenómeno que denota a crise no sistema de transporte urbano em Maputo é a realização cada mais frequente de greves dos trabalhadores, bem como a existência de esquemas de corrupção dentro da mesma empresa.

Isto é uma clara demonstração de que enquanto assinam-se memorandos de entendimento no Japão, a gestão dos recursos materiais é banalizada. Como resultado, os cidadãos estão frequentemente a locomover-se no meio urbano de forma desumana com destaque para os já conhecidos “My loves”, e só para ilustrar – dados da UNHABITAT (2016) indicam que 40% do que ganhamos mensalmente é gasto em custos de transporte.

Em voz baixa: no meio urbano não é desejável que todos cidadãos tenham transporte individual, o importante é que haja fácil mobilidade de pessoas e bens, mas para que a cidade não esteja infestada de “carrinhos” é necessário que o Estado providencie um transporte público eficiente.

Autor: Víctor Fazenda